Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar opera em queda nesta segunda-feira (22), e marcava um recuo de 0,46% perto das 15h30, cotado a R$ 5,1415. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,1234.
Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em alta de 1,29% no mesmo horário, aos 170.501 pontos. 🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1 ▶️ As negociações entre os Estados Unidos e o Irã continuam a mexer com os mercados. As tensões voltaram a aumentar no final de semana, após Teerã alegar que Israel violou o memorando de entendimento assinado entre os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian ao continuar os ataques ao Líbano.
O líder americano também voltou a ameaçar novos bombardeios ao Irã. Apesar das tensões, no entanto, os representantes dos EUA e do Irã conseguiram avançar com as tratativas na Suíça, o que ajuda a manter o preço do petróleo controlado. Perto das 15h30, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,56% e era negociado a US$ 77,70.
Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos EUA, tinha queda de 2,87%, para US$ 73,67. ▶️Também fica no radar a renúncia do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.
O premiê vinha sendo pressionado dentro do próprio partido, após derrotas expressivas nas eleições locais de maio. Ele deve permanecer no cargo até a escolha de um novo líder. ▶️Ainda no exterior, as eleições da Colômbia também seguem na mira dos investidores.
O candidato de direita, Abelardo de la Espriella, venceu o segundo turno presidencial realizado ontem, com 49,7% dos votos. Ele propõe uma reforma fiscal no país e defende acordos com os EUA para combater o crime organizado. ▶️Na agenda de indicadores desta semana, destaque para novos dados de inflação no Brasil e nos EUA.
Índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês), que servem como um termômetro da economia, também devem ser divulgados em diferentes países. A ata da última reunião de juros do Banco Central (BC) e dados de emprego brasileiros também ficam no foco.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado. 💲Dólar a Acumulado da semana: +2,04%; Acumulado do mês: +2,44%; Acumulado do ano: -5,89%. 📈Ibovespa Acumulado da semana: -1,64%; Acumulado do mês: -3,14%; Acumulado do ano: +4,47%. Negociações entre EUA e Irã avançam As violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah e de Israel voltaram a aumentar as tensões no Oriente Médio ao longo do final de semana. A interrupção dos ataques era um dos pontos de acordo do memorando de entendimento assinado pelos EUA e pelo Irã na última semana, e os novos ataques trouxeram preocupações sobre o acordo.
Acompanhe todos os desdobramentos. Em meio à ofensiva, o Irã chegou a declarar o fechamento do Estreito de Ormuz novamente. Pouco tempo depois, no entanto, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, chegou à Suíça para a primeira rodada de negociações com os representantes iranianos. Segundo um diplomata americano afirmou à Axios, as conversas com o Irã se concentraram em mecanismos para evitar uma escalada das tensões no Líbano e garantir o cumprimento do cessar-fogo.
Além disso, houve avanços positivos nos esforços para assegurar que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação. Nesta segunda-feira (22), o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou que a primeira reunião entre Irã e EUA foi "concluída com sucesso" na Suíça: "As discussões resultaram em acordo para o estabelecimento de um comitê de alto nível para supervisão política e início de novas negociações técnicas". "Fizemos muitos progressos positivos e estabelecemos uma base muito sólida para um acordo final bem-sucedido. As conversas técnicas continuarão nos próximos dias", afirmou JD Vance. Os estragos da guerra A guerra no Oriente Médio provocou impactos significativos na economia global.
A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz elevou o preço da commodity, pressionou os custos dos combustíveis e aumentou as preocupações com a inflação em diversos países. Como consequência, consumidores enfrentaram preços mais altos, enquanto os mercados financeiros registraram perdas e o dólar ganhou força diante da maior aversão ao risco. Com o fim do conflito, economistas agora acompanham quando a atividade econômica e os mercados começarão a dar sinais de normalização.
O g1 reuniu os principais efeitos da guerra e as perspectivas para a recuperação. Veja na reportagem abaixo: Mercados globais Nos EUA, os três principais índices de Wall Street operavam mistos nesta segunda-feira, com investidores mais otimistas em relação às negociações com o Oriente Médio. Perto das 15h30, o Dow Jones subia 0,34%, enquanto o S&P 500 caía 0,33% e o Nasdaq Composite tinha perdas de 1,06%. Na Europa, as principais bolsas de valores fecharam em alta nesta segunda-feira (22), conforme investidores avaliavam as negociações no Oriente Médio e seguiam atentos à renúncia de Keir Starmer como premiê do Reino Unido.
O pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 0,6%. Já entre os principais índices, o FTSE 100, do Reino Unido, avançou 0,72%, enquanto o DAX, da Alemanha, teve avanço de 0,62% e o Ibex 35, da Espanha, ganhou 1,01%.
O CAC-40, da França, foi na contramão e fechou em queda de 0,25%. Na Ásia os mercados fecharam mistos, com foco nos sinais de negociação entre EUA e Irã e após o Banco do Povo da China (PBoC) ter mantido as taxas de juros inalteradas pelo 13º mês seguido, em linha com o esperado pelos mercados. O CSI 300, que reúne as maiores companhias em Xangai e Shenzen, subiu 2,4% na sessão e atingiu o nível mais alto desde dezembro de 2021. Já o índice de Xangai, o SSEC, teve alta de 1,8%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,7%, enquanto o Nikkei, do Japão, avançou 1,6%. *Com informações da agência de notícias Reuters. Dólar Karolina Grabowska/Pexels.






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